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sts_ai("i0",[0,"Fundada em março de 2009, a Associação Goethe do Brasil, de direito privado em âmbito nacional e sem fins lucrativos, tem por objetivo central promover e apoiar o interesse pela obra de Johann Wolfgang von Goethe (1749 – 1832) e suas múltiplas ramificações, organizando eventos, publicações e outras atividades que possam congregar pesquisadores, tradutores, leitores e admiradores de sua produção literária, científica, filosófica, epistolar etc.\r\nCom esse propósito, a Associação Goethe do Brasil alinha-se ao lado de dezenas de entidades congêneres que atuam nos cinco continentes, desde a constituição, em 1885, da Goethe Gesellschaft in Weimar, seguida da fundação, já em 1886, da English Goethe Society.\r\n\r\nCriador do conceito de “literatura mundial” (Weltliteratur), Goethe acalentava intenso interesse pelas mais variadas culturas, incluindo-se a brasileira, e até mesmo canções de indígenas tupinambás, que conheceu primeiramente por intermédio do ensaio “Dos Canibais” de Montaigne (leitura da qual resultaram dois poemas com o subtítulo Brasilianisch) e, quarenta anos mais tarde, por meio de seu estreito intercâmbio cultural e científico com o botânico Carl Friedrich Philipp von Martius (1794 – 1868), o “brasileiro” Martius, como costumava dizer o velho mestre de Weimar. O extraordinário fascínio de Goethe pelo Brasil, pela natureza brasileira, por eventos de nossa história e temas de nossa cultura, manifesta-se em várias anotações de diário, nos protocolos de conversas elaborados por Eckermann, nos dezessete títulos relacionados ao Brasil que integravam a sua biblioteca particular ou ainda no extenso registro de obras, também sobre o nosso país, emprestadas junto à biblioteca de Weimar. Um símbolo desse fascínio delineia-se na anotação de diário datada de 13 de setembro de 1824, referente ao grande “mapa brasileiro” que o poeta pendura em sua casa na praça Frauenplan, em Weimar, para saudar o jovem botânico Martius e reconstituir com este o percurso, de cerca de 11 mil quilômetros, minuciosa e magistralmente descrito nos três volumes da Viagem pelo Brasil, 1817 – 1820, em co-autoria com Johann Baptist Spix. Outro possível símbolo da relação de Goethe com o Brasil pode ser vislumbrado na espécie de malvácea endêmica de nosso país, à qual Martius e o botânico Nees von Esenbeck deram o nome de Goethea, numa homenagem que comoveu profundamente o poeta.\r\n\r\nReferências e alusões a Goethe assim como versos, formulações, motivos e temas goethianos encontram-se profusamente em nossos românticos, ao longo de toda a obra machadiana, em Guimarães Rosa e em tantos outros nomes da literatura brasileira. Estudar esses vínculos, discutir em profundidade a presença de Goethe entre nós, constitui outro importante objetivo da Associação Goethe do Brasil.\r\n\r\nDie Goethe-Gesellschaft Brasilien wurde im März 2009 als gemeinnützige Gesellschaft privaten Rechts gegründet. Ihr Hauptziel ist es, die Beschäftigung mit dem Werk Johann Wolfgang von Goethes (1749-1832) in all seinen Aspekten anzuregen und zu fördern. Zu diesem Ziel organisiert die Gesellschaft Veranstaltungen, Veröffent-lichungen und weitere Aktivitäten, die Gelegenheit geben zur Begegnung von For-schern, Übersetzern, Lesern und Bewunderern von Goethes Schaffen auf literarischem, wissenschaft¬lichem und philosophischem Gebiet.\r\nMit diesem Ziel stellt sich die Goethe-Gesellschaft Brasilien in eine Reihe mit zahlreichen gleichartigen Vereinigungen, die seit der Gründung der Goethe-Gesell-schaft in Weimar 1885 und der English Goethe Society 1886 weltweit entstanden sind und seitdem ihre Tätigkeit entfalten.\r\n Als Schöpfer des Begriffs Weltliteratur hegte Goethe ein intensives Interesse für die verschiedensten Kulturen, darunter auch die brasilianische und sogar für den indigenen Stamm der Tupinambá; zwei Gesänge der Tupinambá waren ihm durch Montaignes Essay „Über die Kannibalen“ bekannt und regten zwei Gedichte mit dem Untertitel „Brasilianisch“ an. Vierzig Jahre später setzte er diese Beschäftigung im regen wissenschaftlichen Austausch mit dem Gelehrten Carl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868) fort, der vom Meister aus Weimar gelegentlich als „der Brasilianer“ tituliert wurde. Die außerordentliche Faszination Goethes für Brasilien, seine Natur, Geschichte und Kultur, äußert sich auch in verschiedenen Tagebuchaufzeichnungen, den von Eckermann festgehaltenen Gesprächen, in den siebzehn brasilienspezifischen Titeln in seiner privaten Bibliothek sowie im umfangreichen Register der Werke über Brasilien, die er aus der Weimarer Bibliothek ausgeliehen hat. Ein Symbol dieser Faszination ist die Tagebucheintragung vom 13. September 1824, die davon berichtet, dass der Dichter die große „Brasilienkarte“ in seinem Haus am Frauenplan aufgehängt hatte, um den jungen Botaniker von Martius zu begrüßen und mit ihm den Weg von ca. 11.000 km nachzuzeichnen, die dieser detailreich und meisterhaft in den drei Bänden seiner Reise in Brasilien, 1817-1820 gemeinsam mit seinem Begleiter Johann Baptist Spix be-schrieben hat. Ein anderes Symbol der Beziehung Goethes zu Brasilien kann darin gesehen werden, dass sich der Dichter tief bewegt zeigte, als die Botaniker Martius und Nees van Esenbeck einer in Brasilien heimischen Malvenart den Namen „Goethea“ gaben.\r\nReferenzen und Anspielungen auf Goethe in Form von Versen, Formulierungen, Motiven und Themen  finden sich zahlreich in den Werken der brasilianischen Roman-tiker, im gesamten Werk von Machado de Assis, bei Guimarães Rosa und vielen anderen Autoren der brasilianischen Literatur. Diese Beziehungen zu untersuchen und die Gegen¬wart Goethes in Brasilien in ihrer ganzen Tiefe auszuloten, das stellt ein weiteres wichtiges Ziel der Goethe-Gesellschaft Brasilien dar. \r\n","","_self","",0,0,"left"],["#D7CFBD","bold 9pt Arial","#000000","none","bold 9pt Arial","#000000","none"]);
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